domingo, 7 de junho de 2026

בגילי...

 

...בגילי


לפני זמן מה, ממקום מאוד פנימי שלי, קיבלתי מסר שאמר שבשלב החדש הזה בחיי כדאי לי לנסות להאט, לנשום ולהרגיש. אהבתי את הרעיון והתחלתי לתרגל. האטתי וניסיתי להפחית את רמת הדרישות מעצמי; שמתי לב לנשימה והצלחתי להשתחרר מכמה אחיזות; והתחלתי להבחין בשינויים בתחושה שלי. הבטתי אז במראה, מול כל הביטויים החדשים שהזמן מביא, במבט של שותפות — מבט שמכיר את הדרך שעברתי, את הניצחונות השקטים, את הנפילות שרק אני יודעת, ואת הכוח שהביא אותי עד לכאן. ובמתנה, התחלתי לסלוח — גם לעצמי — פשוט לשחרר. אני רחוקה מסיום התהליך הזה, אבל במפגש הזה עם עצמי עלתה בי רצון לרשום מילים שהתחילו לקרוא לי: פשוטות, עמוקות, מין מחשבה משוחחת, נקראת או נשמעת. קראתי לרצון הזה “בגילי…”, ורציתי שהמילים והרעיונות האלה יתחלקו, שיגיעו ללבם של אלה שהולכים בדרך החיים — בין אם כבר רחוק ובין אם עדיין לא — כדי שנלמד זה מזה.

בגילי, הבדידות קיבלה קווים חדשים. היא לא תמיד היעדר; לפעמים היא רק שקט עמוק יותר, אולי מרחב, אבל מרחב שבו אני פוגשת את עצמי, גם כשאני לא תמיד אוהבת את החברה. למדתי לאהוב אותה בכל הרגעים, גם כשהיא לפעמים כבדה. זה הרגע שבו אני מבינה שהעולם בחוץ רץ, ואני כבר לא עומדת בקצב. אני רואה אנשים ממהרים ונזכרת בזמן שגם אני רצתי, אבל היום הגוף מתמקח, המחשבה מתעייפת, הזיכרון בוגד, והמרחק הזה בין מה שאני רוצה לבין מה שאני מסוגלת נוגע בלב. אבל אם שינוי הוא חוק החיים, בית הספר שלנו, אני מנסה ללמוד את השיעור, מבקשת עזרה מהמוזיקה, שומעת ושרה את הגעגוע.

בגילי, תחושת השייכות נעשתה נדירה יותר. בשיחות מסוימות אני מרגישה זרה, כאילו הנושא עבר שפה או ממד ורק לי לא הודיעו. פגישות שבעבר עניינו אותי עכשיו נראות רחוקות. אני שם, אבל לא ממש איתם, כאילו הם אומרים: “לכי חפשי את השבט שלך.” וזה בסדר — אני כבר בדרך.

בגילי, הבית הפך למקדש והמוזיקה לחברה. אני רוקדת, שרה, מתעמלת, ברית קטן עם הגוף. הקריאה היא צלילה, מין “קפה עם חברים”, שיחה בעולם הרעיונות והלמידה — גם דרך ספרים, סרטים וסדרות — והכתיבה כמו שער שנפתח להשתתפות שלי בחילופי הדברים האלה. אני יודעת שלשערים האלה יש זמן לסגור, כשהעייפות מגיעה מוקדם יותר והאנרגיה נגמרת מהר יותר, וזה בסדר: להאט, לנשום ולהרגיש.

ואם אני לא שמה לב והייאוש מנסה להיכנס, זה הזמן לצאת, לראות אנשים, לומר שלום, להיות שימושית. אגב, בגילי החיפוש אחרי תועלת השתנה. אני לא רוצה להיות שימושית מתוך חובה או פחד להיות נטל; אני רוצה להיות שימושית בדרך שעושה לי טוב, שמזכירה לי שיש לי עוד מה לתת — כי יש, גם כשהעולם לא תמיד רואה. ואם בגילי אני לפעמים מרגישה מחוץ למפה, כשהקשרים קרובים ורחוקים בו־זמנית וכל אחד לכוד בקצב שלו, אני נזכרת שהקצב שלי עכשיו אחר: איטי יותר, קשוב יותר, רגיש יותר, כולל הטקסים הקטנים, כמעט בלתי נראים, שמביאים לי אור כשהחושך מאיים.

עכשיו יש זמן לקפה שנעשה לאט, ריחני, עם טוסט וחמאה בלי טרור תזונתי; למקלחת ארוכה, להרגיש את הקסם של המים על הגוף עם מוזיקה ואולי קטורת ובלי ריצות חרדות; למוזיקה שמחבקת אותי ומשמחת את הבית וקוראת לי לשיר או לשרוק או לרקוד, לתת לגוף לדבר; ולפתע קטע מספר שקורא לי בשמי למסע של קריאה שמעביר אותי למקום אחר. לבשל, לשחק “בית”, להניח רגליים על השולחן — ויש עוד הרבה. אני אוהבת לשמוע על טקסים קסומים שאחרים המציאו ואימצו — מרגיעים, מצחיקים, בלי אשמה.

בגילי למדתי שהחיים לא נגמרו. הם רק שינו גוון, נעשו אינטימיים יותר, ולפעמים אני מוצאת בהם יופי שמעולם לא ראיתי: קרן שמש שנכנסת מהחלון, פרחים צבעוניים בדרך, דברים שמעוררים את הנשמה הפואטית של הילדה שגרה בלבי. זה יופי שלא מבקש מהירות, לא מבקש מחיאות כפיים, לא מבקש נעורים — יופי שאומר רק: “הישארי”, “המשיכי”, “יש עוד”. כי עדיין יש דרך, עדיין יש גילוי, עדיין יש אותך.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

AO PÉ DO OUVIDO

 https://youtube.com/playlist?list=PL7KCoHqRAtpgkN93PrB4ZC9ZnlGYC2h3L&si=YLfRWlxrS16qMz3J

sábado, 17 de janeiro de 2026

Reflexão sobre Desafios

 Reflexão sobre Desafios



Os desafios inerentes à própria vida muitas vezes nos surpreendem: aquilo que nos parecia seguro e estável mostra-se vulnerável, ameaçador, perigoso; o inesperado paralisa, a confusão de ideias e crenças avança sem piedade em nossa direção, afastando a clareza, nos deixando escorregar numa montanha russa emocional. O corpo também se ressente, e nos distanciamos da conexão com a voz da alma. Quando nosso diálogo interior é interrompido, medos e inseguranças mobilizam velhos gatilhos, e a vitimização impede respostas e soluções mais adequadas aos nossos dilemas.

Mas, vamos combinar que precisamos nos acalmar, refletir, tomar decisões. O primeiro passo é equilibrarmos os aspectos emocional e energético, aplacando a ansiedade, abrindo caminho para um bom diálogo interior. Portanto, sem ideias perfeccionistas neste momento, o negócio é encontrar um canto onde se possa apoiar os pés no chão, encostar a coluna, sentada ou deitada, como for possível. A respiração, em busca de harmonia, é o início. Vamos nos acalmando inalando e exalando lentamente, entendendo como estamos nos sentindo, colocando as ideias e sentimentos em alguma ordem mais coerente. Sentimos nosso coração, suas batidas, colocando uma das mãos sobre essa força maravilhosa de vida, e a outra mão um pouco mais abaixo. Vamos nos permitindo imaginar raízes fortes saindo de nossos pés em direção à terra, intencionando receber nutrição através do aterramento. Prosseguimos respirando, lentamente, tranquilamente, e criamos agora uma ponte saindo do topo da cabeça intencionando conexão com a fonte, aquela de nossa compreensão. Sabendo que a nossa energia está onde está a nossa consciência, vamos nos concentrando em cada parte de nosso corpo, dos pés até a cabeça, desacelerando, respirando e sentindo, passeando por ele. E assim, usando a pausa da ansiedade, começarmos a pensar, a nos questionar, sobre a mudança, que tudo indica, agora será necessária em algum nível. Se já desaceleramos, respiramos mais fundo, e sabemos como estamos nos sentindo, papel e caneta à mão. É hora de perguntarmos àquela parte que nos intui e só ouvimos quando silenciamos a mente sobre intuições para iniciarmos um processo: o que está realmente acontecendo, com quem podemos contar, precisamos de ajuda, por onde começamos? São muitas perguntas e a organização e a calma são fundamentais, muito mais do que escavarmos motivos nesse momento, porque estacarmos no mundo das ideias é bloquear as ações necessárias. Mais adiante haverá tempo para investigações sobre causas. Como nos fortalecemos? Para o medo, informações atualizadas e confiáveis, grupos de apoioterapiasaconselhamentos, amigos próximos. Tempo de soltar a nossa voz que andou adormecida, nos comunicarmos, estarmos presentes em consciência, com determinação, acreditando na possibilidade de aprendermos novas maneiras de nos posicionarmos na vida e superarmos as adversidades. Com esperança, cuidarmos das influências que nos abatem, pois a hora é de coragem e proatividade. Desafios, com toda a sua dureza, são mestres pelo lado avesso que nos ensinam sobre nossa força interior e resiliência. É hora do enfrentamento que a alma feminina conhece bem, e que sabe exatamente quando dizer “Basta!”.

É seguindo em frente que mais adiante poderemos compreender por onde estivemos, as crenças que nos dirigiram, as portas que abrimos e onde nos equivocamos; ou compreender que algumas de nossas aventuras e romances por essa vida foram as soluções mais criativas que pudemos manifestar naqueles contextos. Sem culpas paralisantes, é possível dar sequência a ressignificações. Gosto de pensar que ressignificar é como olharmos para uma estante de livros com suas infinitas possibilidades de organização, ou olharmos para uma paisagem de vários ângulos. As visões e interpretações mudam, e se nem sempre é algo prazeroso, trata-se de um processo libertador, onde dores e traumas recebem novos sentidos, mais perdões, gerando mais fôlego, mais força, transformando velhas crenças sobre impotências. Nesse caminho, feito de absoluta honestidade, internamente, pouco a pouco vamos criando novas alternativas, para mais tarde podermos compartilhar a sabedoria adquirida: ensinarmos sobre o verdadeiro pertencimento, o perdão a si mesmo, e aos outros dentro das possibilidades, o desapego ao que não mais nos serve, a aceitação de falhas aprendendo com elas.Conhecendo nosso novo ritmo e estilo desejado de vida, nos reconciliamos com a própria história, e sim, aí temos condições de ajudarmos a quem vem vindo e necessita dessa força para prosseguir. Honrar as próprias experiências com gratidão é uma linda forma de ressignificação, pela transformação da dor em aprendizado a serviço da vida. Para que a vida volte à vida, é preciso habitar a própria alma. Cito Viktor Frankl, “não é o que você espera da vida, mas o que a vida espera de você”.  

 

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

POESIAS MUSICADAS


https://youtu.be/B8-UAHwMd9U?si=ZAd9iSH4eisdiyu2

Projeto Mandala vol 1, e ainda Mandala 2, tudo no Spotify também. E sempre músicas novas, cheias de poesia e criatividade. 


Este é um link muito especial, emocionante, porque remete ao amor entre mãe e filho. É feito de poesias musicadas, que refletem momentos da vida cantadas. Ah, a música, sempre mágica! Com arranjos e vozes que tocam a nossa alma, meu filho me deu esse presente: fez a produção musical das letras de minhas poesias, e palavras que andavam meio esquecidas na gaveta ganharam nova vida!

Compartilho aqui o link para que vocês possam também vibrar conosco, e aguardo os comentários.

(96) IV@NSC - YouTube 

http://youtube.com/post/UgkxOh1YiiQpwAl-BawP_1yYt4u_cyRUWKex?si=u9rgWVQmGy7AgmYg