domingo, 8 de setembro de 2019

Estilo de Vida

Viver em kibbutz tem sido um bálsamo para minha alma. Acordo olhando para o verde, escutando os passarinhos que frequentam essa vizinhança, e sinto a transformação vibrando, ocorrendo dentro de mim. Aos pouquinhos, vou aprendendo a permanecer no meu agora. Transfiro para cá, dentro das atuais possibilidades, algumas coisas da minha velha e querida rotina e as tempero com as novidades daqui, desse lugar. Mesmo sendo alguém que retorna a esse país depois de tantos anos, me sinto começando tudo de novo, com várias vantagens, claro. O hebraico já não é assustador, e tenho estudado sozinha, decidida a aperfeiçoá-lo, Minhas expectativas são de me comunicar melhor com as pessoas daqui, do país, e para isso estudar é preciso, e falar é preciso, Vou incorporando, homeopaticamente, uma nova forma de lidar com essa cultura. A alimentação é diferente, há rebarbas da troca de fuso horário, e deixo que o corpo físico transmute relógios internos. Fazendo contatos, nadando diariamente e conhecendo gente, vou caminhando no  ritmo de quem sou hoje, mesmo que eu não me defina por rótulos. Paz, sempre muito relativa, mas sem abrir mão dos desafios da vida.
 E aí,durmo respirando o ar puro com que a natureza me brinda todas as noites, ao som do silêncio. A intuição sopra em meus ouvidos que a transformação prossegue durante essas horas de sono. Tenho a certeza de que muitos concordarão comigo.
Um abraço, Rutty

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