domingo, 18 de agosto de 2019

Retornando...

14 de agosto de 2019. A viagem aconteceu via Lisboa, e tudo me  pareceu muito natural. Até o atraso do voo e a troca de aeronave. mesmo tendo que vencer o sono dos que não dormem em avião, que é o meu caso. Fiquei algumas horas no aeroporto de Lisboa lutando com caminhadas e pequenas mordidas no doce de leite na bolsa para não fechar os olhos. Mas a presença de pessoas pra lá e pra cá, e alguns bate papos me ajudaram a ter o domínio da situação até chegar em Israel, lá pra meia noite. E ali estava meu filho e o motorista escolhido, me aguardando. Retornava a Israel depois de oito anos.
Não foram poucos os abraços no dia seguinte. O carinho com que fui recebida pelos familiares foi emocionante. Há coisas na nossa vida que independem do tempo de afastamento: famílias de alma. Não é preciso saber porque os vínculos são fortes, basta senti-los. Tanta coisa pra contarmos uns aos outros, e de repente já participando de eventos e jantares, levantando brindes, comemorando o reencontro. E...falando hebraico. Ou melhor, "hebrenglish".
A casa alugada por meu filho para nós,supostamente vazia, já havia recebido presentes, que lindamente manifestavam o quanto nossas necessidades foram vista. Nosso bem estar interessou a todos: cadeiras, pratos, canecas, lençóis, colchões, e "o que mais precisarem, nos falem...".
Meu corpo vem se adaptando a outro fuso horário, e só posso agradecer por ele mais uma vez ter me sustentado nessa grande aventura. Pouco a pouco vou descobrindo quais hábitos permanecem, se precisam ser transformados, reformulados, ou simplesmente guardados na memória. Os poucos livros que trouxe, no papel, são os que ainda nem abri. Os outros, mais de setecentos, estão no meu Kindle, aguardando que eu volte a poder me concentrar em leituras, depois de fazer o reconhecimento do local onde tenho meu novo lar. Escrever, já comecei, aqui e agora, para me ajudar no assentamento dos novos significados.

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