quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dia Feliz

Cada dia e mesmo diferente. Acordei feliz, e atrai mais felicidade. Vesti-me gostosamente apos meu banho, e la fui eu bater perna em Afula.Meus oculos colados e embacados pediam urgente uma substituicao. A minha impressora sem tinta preta me impunha uma tremenda mao-de-obra pra selecionar os textos que quero ler na cama. Ha algum tempo, comprar o que preciso e um prazer. Escolher oculos leves, e adequados a minha mais recente atividade,(ler livros no computador), explicando tudo em hebraico, foi interessante. Brinquei com a vendedora, com o oculista, enquanto experimentava lentes e aros novos, sem ninguem palpitando.
Antes de chegar ao shopping, havia estado no Ministerio do Interior, providenciando meu passaporte israelense, e o humor do guarda, e de uma senhora que ali entrava, me fez rir sozinha. As respostas judaicas bem humoradas sao deliciosas. Fico sempre com a impressao de que, por mais que o pais tente se organizar, ha uma especie de intimidade entre os mais velhos, que desqualifica as ordens hierarquicas. Ela entrava, sem sequer olhar para o guarda, que a chamou. Ela virou, mas ele ja estava fazendo outra coisa. Entao ela disse para quem quisesse ouvir: “O que foi? Estou entrando no Ministerio do Interior!”, e rindo, seguiu seu caminho. Continuei me divertindo, pensando na balconista do cafe em frente, que ganha seu sustento com fotos para passaportes, cafes e preenchimento de formularios burocraticos em hebraico para pessoas como eu. Fazendo as contas, e uma grande ideia!
Bem, continuei andando e olhando vitrines, tomei meu cafe que chamam de expresso , sentadinha, me preparando para voltar para o kibbutz. Ao sair, fui me encantando com as faixas brancas nas ruas, respeitadas, e que nos permitem simplesmente ir atravessando, sem stress. Gostei de lembrar que estou muito perto de um centro, e que posso ir ate la sempre que desejar movimento. E que tenho agora a oportunidade de escolher meus momentos de lazer, alem da moda que quero usar, pesquisando coisas de meu interesse. Retoquei meu batom, cacheei meus cabelos, e me orgulhei de ser quem eu sou.
Em dias como esse, a sincronicidade brilha com o sol. O meu onibus chegou em 5 minutos. No kibbutz, decidi almocar no refeitorio, ao lado de amigos engracados, em espanhol, em hebraico (que diferenca faz?), rindo de conversas sobre chocolate e cachorros, e comendo batatas fritas.
Pois e, basta sorrir para a vida, que ela retribui. Longe da energia dos dramas, tudo se torna engracado.

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