
Shabat. Silencio, todos descansam. Um friozinho, ainda gostoso, chega lentamente ao kibbutz onde moro. Bem-vindo, querido, depois do tempo de calor intenso que vivemos por aqui, coloco um casaquinho com prazer.. Ja aprendi que inverno e verao em Israel sao bem convincentes. E pra falar a verdade, admiro quando a Mae Natureza se expressa sem deixar duvidas..
E interessante aprender a perceber o momento presente, portal que se abre quando expectativas se diluem, convidando o novo. Olho para o espaco que chamo carinhosamente, em portugues, de estudio, e rio das tantas transformacoes que aqui ja ocorreram. Esquecer algumas palavras em portugues, arranhar um hebraico, muitas vezes intuitivamente, decorar e mudar as utilidades dos moveis improvisados, aprender a viver com simplicidade, distante da energia da reclamacao. Tudo isso me da a sensacao de recomeco, guiada pelas necessidades de imigrante, tao diferentes de quando aqui cheguei.Quando brinco de decorar, cada objeto, nesse meu processo, e questionado em sua utilidade, local, possibilidades artisticas, e se tem lugar no meu mundo de agora. Revejo sentimentos, comeco a ter ideias, retirando do bau possibilidades esquecidas, ou nunca investidas. Ha tantas coisas que ja nao me fazem diferenca, quem diria! E outras, que saboreio, como uma crianca diante de uma sorveteria.
Penso que se fizer sempre da mesma maneira a confeccao de meus dias, terei sempre os mesmos resultados. Gosto de brincar com este pensamento. Ele me lembra sobre a vida...sempre em movimento. Como uma estante, que pode ter seus livros arrumados de infinitas formas.
Nao nego, ha momentos em que as coisas parecem meio sem graca...Bate o medo, o passado e o futuro me assombram, e abrir a mente para mudancas e novas combinacoes e a chave que uso para desativar a mesmice que crio quando saio do meu agora. Digo a mim mesma que na vida precisamos ter uma balanca interna, que pesa pros e contras, em qualquer tempo ou espaco.
Uma vez, ha muitos anos atras, quando comecei minha vida de psicologa clinica, perguntei ao meu primeiro supervisor o que significava “trabalhe isso”. As respostas nunca foram muito satisfatorias, ate porque nao seriam as minhas, frutos de vivencia. Hoje, acredito que “trabalhar isso” e desativar as resistencias a vida, que construimos com julgamentos e emocoes, como o medo do que nao conhecemos. Isto nao e nenhuma novidade, mas, na pratica, me parece que cabe a nos, olim, mudar pontos-de-vista a todo momento, baseados na experiencia presente, e apenas nela. E verdade, tudo e diferente, estamos em outro pais, e para que essa historia continue criativa, somente descobrindo cada pedacinho escondido de nosso ser.
E interessante aprender a perceber o momento presente, portal que se abre quando expectativas se diluem, convidando o novo. Olho para o espaco que chamo carinhosamente, em portugues, de estudio, e rio das tantas transformacoes que aqui ja ocorreram. Esquecer algumas palavras em portugues, arranhar um hebraico, muitas vezes intuitivamente, decorar e mudar as utilidades dos moveis improvisados, aprender a viver com simplicidade, distante da energia da reclamacao. Tudo isso me da a sensacao de recomeco, guiada pelas necessidades de imigrante, tao diferentes de quando aqui cheguei.Quando brinco de decorar, cada objeto, nesse meu processo, e questionado em sua utilidade, local, possibilidades artisticas, e se tem lugar no meu mundo de agora. Revejo sentimentos, comeco a ter ideias, retirando do bau possibilidades esquecidas, ou nunca investidas. Ha tantas coisas que ja nao me fazem diferenca, quem diria! E outras, que saboreio, como uma crianca diante de uma sorveteria.
Penso que se fizer sempre da mesma maneira a confeccao de meus dias, terei sempre os mesmos resultados. Gosto de brincar com este pensamento. Ele me lembra sobre a vida...sempre em movimento. Como uma estante, que pode ter seus livros arrumados de infinitas formas.
Nao nego, ha momentos em que as coisas parecem meio sem graca...Bate o medo, o passado e o futuro me assombram, e abrir a mente para mudancas e novas combinacoes e a chave que uso para desativar a mesmice que crio quando saio do meu agora. Digo a mim mesma que na vida precisamos ter uma balanca interna, que pesa pros e contras, em qualquer tempo ou espaco.
Uma vez, ha muitos anos atras, quando comecei minha vida de psicologa clinica, perguntei ao meu primeiro supervisor o que significava “trabalhe isso”. As respostas nunca foram muito satisfatorias, ate porque nao seriam as minhas, frutos de vivencia. Hoje, acredito que “trabalhar isso” e desativar as resistencias a vida, que construimos com julgamentos e emocoes, como o medo do que nao conhecemos. Isto nao e nenhuma novidade, mas, na pratica, me parece que cabe a nos, olim, mudar pontos-de-vista a todo momento, baseados na experiencia presente, e apenas nela. E verdade, tudo e diferente, estamos em outro pais, e para que essa historia continue criativa, somente descobrindo cada pedacinho escondido de nosso ser.